terça-feira, 24 de abril de 2007

Enxurrada Panini

Cara, essa editora ainda vai me falir: cinco revistas em dois dias. Vamos lá:

Crise Infinita 5. A melhor das sete edições foi a edição passada, sem dúvida. Mas ainda vem coisa boa por ai. É a única edição que eu vou comprar com a capa feita pelo Jim Lee, a do Pérez eu achei bem fraca (mas melhora nas próximas). Da história posso dizer pouco; ela é um interlúdio para o clímax que está por vir.

Essa edição, se não me engano, é a primeira com as alterações que a DC fez na história. No diálogo entre Diana Prince e a princesa amazona, a véia-maravilha fala "Estou sendo empurrada para outro lugar". O original era "Soon I'll no longer exist".

Mudou sua vida? Não, nem a minha. Mas é legal ver o Multiverso de volta.

Liga da Justiça 53. Geoff Johns mantém seu bom nível na primeira história, exceto talvez pela morte dispensável da... hum... Mongula? Já na segunda, a caracterização do Batman anda meio exagerada - faz sentido quando a gente vê o que acontece com ele durante a Crise Infinita, que o cidadão está realmente esgotado e errando a dar com pau, mas mesmo assim, acho que o Johns escorregou a mão um pouco. Isso e o fato dele ser fanboy do Jordan também não ajuda.

A história da SJA abre de forma interessante, vejamos a próxima edição.

E o que dizer da história da Liga? Desenhos ruins, história ruim, desfecho ruim. A Liga merecia coisa melhor pra fechar uma fase histórica que começou com o Grant Morrison.

Superman 53. Me explica como uma luta que dura uns cinco minutos entre os dois Super-Homens, pode se estender durante três (!) edições do Superman lá fora. E ainda por cima recriar a Terra-1 e a Terra-2? Liberdade Criativa é uma maldição das HQs.

Mas a história é bem legal, merecia um Elseworlds em separado pra ela. É bem bacana ver artistas conhecidos retomando suas séries famosas, como Dan Jurgens desenhando a morte do Super de novo, Doung Mahnke na Liga e Andy Lanning com Luthor.

Warren Elis manda bem na sua versão da Liga, apesar do J'onn "ninguém me entende" e o Rayner dizendo o nome da namorada bem em frente ao Lex Luthor. Mas são picuinhas, a história é boa sim.

Batman 53. A volta do Jason é uma zebra mesmo. Não dava muito por ela, mas mudei de opinião lendo os últimos números do Batman. Já a do smart-coringa, me dá náuseas. Acho que tem histórias demais do morcego, e ainda fazem mais uma revista só dele... eu é que não vou comprar.

E Asa Noturna tá bem confuso. Não bastasse a Panini ter pulado um monte de histórias, os americanos também não ajudam, uma hora querendo matar o personagem, outra querendo casar ele, outra dando o salto de um ano e colocando outro em seu lugar... Affff... Coitado dos Titãs originais.

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